O Diabo Veste Pressão, mas a empresa precisa vestir responsabilidade

Em 2006, O Diabo Veste Prada apresentou ao público um ambiente corporativo marcado por glamour, moda, poder, urgência e alta performance. A revista Runway, comandada por Miranda Priestly, parecia representar o topo de uma carreira desejada por muitos: prestígio, acesso, influência e reconhecimento.

Mas, por trás da estética impecável, o filme também revelou uma rotina profissional construída sobre pressão constante, medo de errar, jornadas imprevisíveis, cobranças desproporcionais, competição interna, comentários sobre aparência, falta de clareza nas demandas e uma cultura em que sobreviver ao ambiente parecia ser parte do processo de crescimento.

Na época, muitas dessas situações foram interpretadas apenas como exageros da ficção ou como parte natural de um mercado competitivo. Hoje, quase 20 anos depois, a leitura é outra.

Com a chegada de O Diabo Veste Prada 2, lançado nos cinemas em maio de 2026 e reunindo novamente nomes como Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, o universo da Runway volta em um momento em que o mercado de trabalho discute saúde mental, reputação corporativa, diversidade, liderança responsável, ESG, compliance e gestão de riscos psicossociais.

E é exatamente aí que a ficção encontra a realidade das empresas brasileiras.

No Brasil, a NR-1 passa a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, o GRO, com vigência prevista para 26 de maio de 2026. Isso significa que aspectos como sobrecarga, assédio, pressão excessiva, falhas de comunicação, conflitos, falta de apoio, baixa autonomia e organização inadequada do trabalho precisam ser identificados, avaliados e controlados dentro do PGR.

A pergunta deixa de ser: “quem aguenta trabalhar sob pressão?”

E passa a ser: “que tipo de gestão permite que essa pressão aconteça sem controle?”

O que parecia normal em 2006, hoje pode ser risco ocupacional

No primeiro filme, a personagem Andy Sachs entra em um ambiente onde tudo parece urgente, tudo parece pessoal e tudo precisa ser resolvido sem explicação. Ela precisa se adaptar rapidamente, mudar seu comportamento, sua aparência, sua disponibilidade e até seus limites para se encaixar na lógica da Runway.

Essa narrativa funcionou muito bem como crítica cultural. Mas, vista pela lente atual da segurança e saúde no trabalho, ela também permite observar uma sequência de fatores que, na vida real, podem representar riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

A NR-1 não transforma exigência profissional em problema. Empresas podem e devem buscar produtividade, excelência, metas e qualidade. O ponto é outro: quando a alta performance depende de medo, humilhação, sobrecarga, silêncio ou ausência de limites, a empresa deixa de falar apenas sobre cultura e passa a lidar com gestão de risco.

O próprio Ministério do Trabalho e Emprego reforça que o Manual de Interpretação e Aplicação do capítulo 1.5 da NR-1 orienta empregadores, trabalhadores e profissionais de SST sobre a aplicação do GRO/PGR, incluindo o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Da Runway ao PGR: o que o filme ajuda a enxergar

A seguir, algumas situações presentes no universo do primeiro filme e como elas podem ser interpretadas hoje dentro de uma lógica de gestão, prevenção e conformidade.

Disponibilidade total não é comprometimento: pode ser ausência de limite

No filme, Andy vive em estado de alerta. O telefone toca, a demanda chega, a urgência muda e tudo precisa ser resolvido imediatamente. Não existe separação clara entre expediente, vida pessoal e expectativa profissional.

Na vida real, essa lógica se aproxima da cultura do “sempre disponível”, muito comum em empresas que normalizam mensagens fora do horário, demandas sem planejamento e urgências que poderiam ter sido organizadas com antecedência.

Pela ótica do PGR, isso pode se relacionar com organização do trabalho, jornada, ritmo, carga de trabalho e ausência de controle sobre a rotina.

Dica prática:
A empresa deve revisar como as demandas são abertas, quem pode solicitar, quais canais devem ser usados, quais prazos são razoáveis e o que realmente é urgência. Também é importante definir regras para contatos fora do horário, escalas de plantão e responsabilidades por aprovação.

Quando tudo é urgente, nada é gestão. É improviso.

Tarefas impossíveis não medem talento: expõem falhas de gestão

Uma das marcas do primeiro filme é a exigência de tarefas quase impossíveis, muitas vezes sem contexto, sem prazo viável e sem orientação suficiente. Na ficção, isso vira tensão narrativa. Na empresa, pode virar adoecimento.

Demandas inalcançáveis, metas subjetivas, pressão por respostas imediatas e ausência de critérios claros são fatores que aumentam insegurança, ansiedade, conflitos e sensação de incapacidade.

O Health and Safety Executive, órgão britânico de saúde e segurança no trabalho, utiliza seis áreas para orientar a avaliação do estresse relacionado ao trabalho: demandas, controle, suporte, relações, papel e mudança. Esses pontos ajudam a mostrar que o estresse ocupacional não nasce apenas da “fragilidade” individual, mas também da forma como o trabalho é desenhado e gerenciado.

Dica prática:
Toda demanda relevante deve ter responsável, prazo, objetivo, prioridade, critérios de entrega e canal definido. Quando a empresa exige resultado sem dar clareza, ela transforma execução em adivinhação.

Liderança pelo medo não é liderança forte

Miranda Priestly se tornou um ícone justamente porque sua presença impõe silêncio, tensão e obediência imediata. Mas, se esse modelo fosse analisado hoje como prática de gestão, dificilmente passaria ileso.

Lideranças que constrangem, humilham, ignoram limites ou criam medo permanente podem se tornar fonte de risco psicossocial. O problema não está apenas no volume de trabalho, mas na forma como ele é cobrado.

A Organização Mundial da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho defendem ações para prevenir condições de saúde mental relacionadas ao trabalho, proteger e promover a saúde mental e apoiar trabalhadores com condições de saúde mental. Isso inclui olhar para a organização do trabalho, os ambientes de trabalho e as práticas de gestão.

Dica prática:
Treinar lideranças deve deixar de ser uma ação pontual de RH e passar a integrar a estratégia de prevenção. Líderes precisam saber comunicar prioridades, dar feedback, conduzir conflitos, reconhecer sinais de sobrecarga e evitar práticas que possam ser interpretadas como assédio moral.

Alta exigência não autoriza baixa responsabilidade.

Pressão estética e comentários sobre aparência não são detalhes inofensivos

No primeiro filme, a aparência é tratada como critério de pertencimento. Roupas, corpo, estilo e imagem funcionam como filtros simbólicos para determinar quem “serve” ou não para aquele ambiente.

Em 2006, parte disso foi lida como sátira do mercado da moda. Hoje, o tema se conecta diretamente com discussões sobre diversidade, discriminação, assédio, inclusão e saúde mental.

Em uma empresa, comentários sobre corpo, idade, aparência, gênero, orientação, raça, deficiência ou estilo podem deixar de ser “brincadeira” e se transformar em evidência de uma cultura de exclusão.

Dica prática:
A empresa precisa revisar códigos de conduta, treinamentos, comunicação interna, critérios de promoção, seleção e exposição pública dos trabalhadores. Diversidade não pode ser apenas discurso institucional. Ela precisa aparecer na prática, na liderança, nas oportunidades e no respeito cotidiano.

Competição permanente destrói suporte interno

No filme, a lógica da Runway estimula comparação, competição e medo de substituição. Cada pessoa parece tentando sobreviver individualmente em um ambiente onde pedir ajuda pode ser visto como fraqueza.

Esse ponto é importante porque o suporte é uma das dimensões centrais da prevenção de riscos psicossociais. Onde não há apoio, a pressão pesa mais. Onde não há confiança, o silêncio cresce. Onde não há escuta, o problema chega tarde.

Dica prática:
Empresas devem mapear setores com maior rotatividade, afastamentos, conflitos, retrabalho, reclamações e queda de desempenho. Esses dados ajudam a identificar “pontos quentes” da organização antes que o problema vire crise.

Ambiguidade de papel aumenta ansiedade e erro

Andy passa boa parte do filme tentando entender o que esperam dela. Muitas demandas não são explicadas. Muitas regras não são ditas. Muitas expectativas só aparecem quando algo dá errado.

Esse é um ponto muito comum nas empresas: o trabalhador é cobrado por algo que nunca foi claramente definido.

Na gestão de riscos psicossociais, isso se conecta à clareza de papel, comunicação e organização do trabalho.

Dica prática:
A empresa deve formalizar funções, responsabilidades, fluxos, níveis de autonomia, critérios de aprovação e prioridades. Isso não significa engessar a operação. Significa reduzir ruído, conflito e insegurança.

Trabalhador que precisa adivinhar o tempo todo não está sendo desafiado. Está sendo exposto.

O que O Diabo Veste Prada 2 simboliza para o mercado atual

A sequência chega em outro mundo. Hoje, empresas são julgadas não apenas pelo que vendem, mas pela forma como tratam pessoas, conduzem lideranças, comunicam mudanças e respondem a riscos.

O mercado internacional avançou em temas como saúde mental no trabalho, boas práticas de gestão, reputação digital, inclusão, prevenção de assédio e responsabilidade corporativa. A OMS destaca que o trabalho pode proteger a saúde mental, mas também pode contribuir para danos quando há riscos psicossociais mal gerenciados.

Por isso, a comparação entre os dois filmes é tão rica: o que no primeiro parecia “parte do jogo” hoje pode ser visto como falha de governança.

A empresa que romantiza sobrecarga pode perder talentos.
A empresa que ignora assédio pode gerar passivo.
A empresa que não escuta seus trabalhadores pode perder produtividade.
A empresa que não documenta seus riscos pode ficar vulnerável.
A empresa que trata saúde mental como campanha isolada pode não cumprir o papel que a NR-1 exige.

Onde entra o PGR nessa história?

O PGR não é um documento para ficar guardado. Ele deve refletir a realidade da empresa.

A NR-1 estabelece diretrizes e requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais e medidas de prevenção em segurança e saúde no trabalho. O PGR deve conter, no mínimo, inventário de riscos e plano de ação.

Na prática, isso significa que a empresa precisa sair da percepção genérica e responder perguntas concretas:

Quais setores vivem maior pressão?
Quais funções têm sobrecarga recorrente?
Quais lideranças concentram conflitos?
Quais trabalhadores relatam falta de apoio?
Quais mudanças organizacionais estão sendo mal comunicadas?
Quais canais existem para escuta e denúncia?
Quais ações foram planejadas, executadas e acompanhadas?

Risco psicossocial não se resolve apenas com palestra, post motivacional ou semana temática. Essas ações podem ajudar, mas precisam estar conectadas a diagnóstico, plano de ação, responsabilidade, acompanhamento e melhoria contínua.

Dicas práticas para empresas que querem se adequar

Olhe para a rotina real, não para a cultura declarada

Toda empresa diz que valoriza pessoas. Mas a NR-1 exige olhar para a prática: como as demandas chegam, como os líderes cobram, como os conflitos são tratados, como as mudanças são comunicadas e como os trabalhadores participam da identificação dos riscos.

Envolva lideranças desde o início

O risco psicossocial muitas vezes nasce ou se agrava na gestão direta. Por isso, coordenadores, supervisores, gerentes e diretores precisam entender o tema antes que ele vire apenas uma obrigação do RH ou da segurança do trabalho.

Use dados internos

Absenteísmo, afastamentos, turnover, acidentes, reclamações, denúncias, pesquisa de clima, avaliação de desempenho e relatos de trabalhadores podem indicar onde a empresa precisa olhar com mais atenção.

Crie canais seguros de escuta

A escuta precisa ser confiável, protegida e consequente. Se a empresa pergunta, precisa estar preparada para agir. Caso contrário, cria descrédito e aumenta a sensação de abandono.

Documente o que foi identificado e o que será feito

O PGR precisa organizar as informações. Identificar risco sem plano de ação é apenas constatar o problema. O plano deve ter medidas, responsáveis, prazos e acompanhamento.

Não confunda benefício com controle de risco

Oferecer ações de bem-estar é positivo, mas não substitui a obrigação de revisar causas organizacionais. Se a empresa mantém sobrecarga, assédio, metas impossíveis e lideranças despreparadas, qualquer ação de cuidado vira compensação insuficiente.

O papel do ELOS Bem-Estar nesse cenário

O ELOS Bem-Estar pode apoiar empresas que entenderam que saúde mental não é apenas uma pauta sensível, mas também uma necessidade estratégica de gestão.

Dentro desse contexto, o ELOS não substitui o PGR e não elimina a responsabilidade da empresa de identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais. Mas ele fortalece a cultura de cuidado ao facilitar o acesso dos trabalhadores à saúde mental, criando uma frente de acolhimento que complementa as ações de prevenção, gestão e acompanhamento.

Enquanto o PGR organiza a gestão dos riscos, o ELOS contribui para que a empresa ofereça suporte real às pessoas que vivem os impactos da rotina de trabalho, dos conflitos, da sobrecarga e das pressões do dia a dia.

Na ficção, a pressão extrema pode render boas cenas. Na vida real, ela precisa ser gerida com método, responsabilidade e prevenção.

O mercado mudou. A legislação avançou. E a forma como as empresas lidam com liderança, saúde mental e organização do trabalho passou a fazer parte da gestão de riscos.

A NR-1 não pede que as empresas deixem de buscar performance. Ela exige que essa performance seja construída com responsabilidade.

Porque quando a cultura interna depende do medo, da sobrecarga e do silêncio, o problema já não está apenas nas pessoas.

Está na gestão.

ELOS Bem-Estar é um produto da Ativa Medicina.

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