Fevereiro não é apenas mais um mês no calendário corporativo. Ele carrega duas campanhas importantes de conscientização: o Fevereiro Roxo, que chama atenção para Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer, e o Fevereiro Laranja, dedicado à prevenção e diagnóstico precoce da Leucemia.
À primeira vista, pode parecer um tema exclusivamente clínico. Mas não é.
Quando falamos de doenças crônicas e hematológicas, estamos falando também de produtividade, segurança, afastamentos, clima organizacional e risco jurídico.
Segundo o Ministério da Saúde, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis representam cerca de 75% das mortes no Brasil. Já o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 11 mil novos casos de leucemia por ano no país.
Esses números não estão distantes da realidade das empresas. Eles estão dentro dela.
O que muda no ambiente de trabalho?
Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer são doenças que muitas vezes não são visíveis. Não há, necessariamente, um sinal externo evidente. Mas há impacto.
- Dor crônica.
- Fadiga persistente.
- Oscilações cognitivas.
- Limitações funcionais.
A fibromialgia, por exemplo, afeta aproximadamente 2% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. O lúpus atinge cerca de 65 mil brasileiros. O Alzheimer cresce de forma progressiva com o envelhecimento populacional.
No ambiente corporativo, essas condições podem se refletir em:
- Redução de desempenho
- Maior risco operacional
- Conflitos por falta de compreensão
- Afastamentos prolongados
Ignorar não elimina o impacto. Apenas o torna mais caro.
E quando falamos de Leucemia?
O Fevereiro Laranja reforça algo essencial: diagnóstico precoce salva vidas.
A leucemia pode se manifestar com sinais aparentemente comuns, como cansaço extremo, infecções recorrentes, sangramentos e perda de peso inexplicada. A identificação rápida aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz.
Para as empresas, isso significa:
- Incentivar exames periódicos
- Promover campanhas internas de conscientização
- Criar um ambiente onde sintomas não sejam negligenciados
Cultura preventiva não é apenas responsabilidade social. É inteligência organizacional.
O impacto invisível nos indicadores
Dados do INSS mostram que doenças crônicas e condições osteomusculares estão entre as principais causas de concessão de benefícios previdenciários no Brasil.
Quando a empresa não estrutura orientação adequada, o reflexo aparece em:
- Absenteísmo
- Aumento de custos indiretos
- Judicialização
- Perda de previsibilidade operacional
Saúde ocupacional não é apenas cumprimento de norma. É gestão de risco.
Fevereiro é um alerta, não um evento
Campanhas como Fevereiro Roxo e Laranja não devem se limitar a um post nas redes sociais ou um cartaz no mural.
Elas são uma oportunidade de revisar políticas internas, fortalecer o PCMSO, integrar ações preventivas e alinhar liderança e RH sobre como lidar com doenças crônicas no ambiente de trabalho.
- Empresas que orientam reduzem conflitos.
- Empresas que previnem reduzem passivos.
- Empresas que se antecipam constroem ambientes mais seguros e sustentáveis.
O que sua empresa pode fazer agora?
- Promover campanhas internas de conscientização
- Incentivar exames periódicos
- Estruturar fluxos de orientação
- Integrar saúde ocupacional à estratégia de gestão
Fevereiro é o ponto de partida. A responsabilidade é contínua.
Se sua empresa deseja estruturar ações preventivas com base técnica e reduzir riscos operacionais, este é o momento de agir.
Converse com nossa equipe e fortaleça sua estratégia de saúde ocupacional.
