Alguns sinais não deveriam ser normalizados
Cansaço persistente, alterações na visão, fraqueza muscular, formigamentos, dificuldades de equilíbrio ou concentração podem ser facilmente associados ao estresse e à correria da rotina.
Mas também podem indicar que algo na saúde precisa ser investigado.
O Agosto Laranja chama atenção para a Esclerose Múltipla (EM), uma doença crônica, inflamatória, autoimune e neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central. No Brasil, o dia 30 de agosto é oficialmente o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, instituído pela Lei nº 11.303/2006.
A conscientização é especialmente importante porque seus sintomas podem variar bastante de uma pessoa para outra e também aparecer de maneira isolada ou combinada.
O que é a Esclerose Múltipla?
Na Esclerose Múltipla, ocorre um processo que compromete a mielina, estrutura responsável por revestir e proteger os neurônios.
Entre as manifestações descritas pelo protocolo brasileiro estão alterações motoras, dificuldades de coordenação e equilíbrio, fadiga, dor neuropática, espasticidade e alterações cognitivas e comportamentais. Também podem ocorrer alterações visuais e de sensibilidade.
Não existe um único exame capaz de confirmar a doença. O diagnóstico é complexo e depende da avaliação clínica e de critérios específicos, podendo envolver exames complementares e acompanhamento especializado.
Por isso, perceber mudanças persistentes no organismo e procurar avaliação médica é mais importante do que tentar interpretar os sintomas por conta própria.
E quando esses sinais aparecem no trabalho?
A empresa não deve diagnosticar doenças — e uma liderança também não deve tentar descobrir o que está acontecendo com a saúde de um colaborador.
Mas isso não significa ignorar mudanças.
Fadiga intensa, dificuldades de concentração, alterações de equilíbrio ou limitações físicas podem interferir na realização das atividades profissionais e, dependendo da função exercida, até exigir uma avaliação mais cuidadosa das condições de trabalho.
Nesse contexto, Saúde do Trabalhador também passa por uma cultura em que as pessoas se sintam seguras para comunicar dificuldades e buscar atendimento quando perceberem mudanças importantes.
O acesso à saúde também faz diferença
Um dos pontos destacados pelo protocolo do Ministério da Saúde é a importância da identificação da doença em estágio inicial e do encaminhamento ágil e adequado para atendimento especializado.
É justamente aqui que existe uma conexão importante para as empresas.
Nem toda queixa de saúde significa uma doença grave. Mas ter acesso facilitado a uma avaliação profissional ajuda o trabalhador a entender quando determinado sintoma merece investigação.
O Ativa Assistencial 24h amplia esse acesso ao disponibilizar atendimento médico online aos trabalhadores. O contato e o agendamento são realizados via WhatsApp e, posteriormente, o atendimento acontece pelo canal online disponibilizado.
Assim, diante de uma dúvida ou alteração de saúde, o trabalhador conta com um caminho mais simples para buscar orientação médica e, quando necessário, ser orientado sobre os próximos passos.
Saúde também começa pela atenção aos sinais
O Agosto Laranja reforça que sintomas persistentes não devem ser ignorados ou automaticamente atribuídos à rotina.
Para as empresas, conscientização não significa assumir o papel dos profissionais de saúde. Significa favorecer um ambiente em que o trabalhador tenha informação, encontre apoio para cuidar da própria saúde e possa buscar orientação quando precisar.
Facilitar esse primeiro acesso também é uma forma de ampliar o cuidado oferecido aos trabalhadores.
Com o Ativa Assistencial 24h, sua empresa pode disponibilizar atendimento médico online de maneira simples e acessível, complementando as estratégias de Saúde e Segurança do Trabalho.
Fontes consultadas
Ministério da Saúde — Calendário da Saúde: agosto e Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla.
Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla.
Anvisa — Esclerose múltipla e atualização sobre tratamento no Brasil, 2026.